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Capacitação reúne profissionais de saúde em Caraguatatuba e aborda animais peçonhentos
Capacitação reúne profissionais de saúde em Caraguatatuba e aborda animais peçonhentos
Caraguatatuba recebeu na segunda-feira (27) o curso de aperfeiçoamento sobre diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos, com cerca de 130 participantes no campus de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau), localizado no Serramar Shopping.

#PraTodosVerem: Palestra sobre diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos (Foto: Marina Larcher/PMC)
A capacitação segue até terça-feira (28) e é voltada principalmente a médicos e enfermeiros que atuam em unidades de pronto atendimento, hospitais e setores de vigilância epidemiológica de Caraguatatuba e cidades vizinhas.
Organizado pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica 28 (GVE 28), vinculado ao Governo do Estado de São Paulo, o treinamento também conta com a participação de estudantes de medicina, equipes da Defesa Civil, profissionais de Controle de Zoonoses de Caraguatatuba, além de representantes do Ministério da Saúde, do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e de instituições acadêmicas como Universidade Estaudal Paulista “Julio Mesquita Filho” (Unesp) e Universidade de São Paulo (USP).
Segundo a diretora técnica de Saúde do GVE 28 e responsável pela organização, Carla Aparecida Pereira, a iniciativa responde à necessidade de qualificação contínua diante da incidência regional desses acidentes. “É importante que tenhamos profissionais capacitados, porque há uma incidência relevante de acidentes com animais peçonhentos no Litoral Norte, região próxima à Mata Atlântica, o que favorece a ocorrência desses casos”.
Do ponto de vista técnico, os acidentes por animais peçonhentos, como serpentes, aranhas, escorpiões e determinados animais aquáticos, são considerados agravos de notificação compulsória no Brasil. Isso significa que todo atendimento deve ser registrado em sistemas oficiais, permitindo o monitoramento epidemiológico e o planejamento da distribuição de soros antivenenos. O tratamento adequado depende de diagnóstico clínico rápido, identificação do agente causador e, quando indicado, administração de soroterapia específica.
A programação do primeiro dia incluiu conteúdos sobre identificação e biologia das principais espécies de interesse em saúde pública no Brasil e Estado de São Paulo, manejo clínico dos envenenamentos, além de atividades com exposição e amostragem de animais para fins de reconhecimento. Especialistas de diferentes instituições conduziram as atividades, incluindo palestras sobre o panorama nacional desses acidentes, fatores de risco, medidas de prevenção e protocolos atualizados de atendimento.
Durante o evento, o representante do Ministério da Saúde, Flávio Santos Dourado, destacou a importância da notificação correta para o controle da cadeia de distribuição de soros. A produção nacional é liderada por institutos especializados, como o Instituto Butantan, e depende diretamente de dados epidemiológicos para garantir abastecimento adequado aos estados e municípios.
No Litoral Norte, os pontos estratégicos para atendimento com disponibilidade de soros antivenenos incluem a UPA do Centro, em Caraguatatuba; o Hospital Mário Covas, em Ilhabela; a UPA Central e o Hospital de Clínicas da Costa Sul, em São Sebastião; e a Santa Casa de Ubatuba. Esses locais são referência para casos que exigem intervenção imediata.
A diretora técnica Gisele Dias de Freitas, da Divisão de Doenças de Transmissão Vetorial e Zoonoses, também abordou a descentralização dos antivenenos no estado, estratégia que visa reduzir o tempo entre o acidente e o início do tratamento, fator determinante para evitar complicações graves e óbitos.
As atividades continuam na terça-feira (28), no mesmo horário. A expectativa é fortalecer a rede de atendimento regional, ampliar a capacidade de resposta diante desse tipo de ocorrência, cuja maioria dos desfechos graves pode ser evitada com assistência adequada e oportuna.
Secretaria de Comunicação Social – 27/4/2026
Foto: Marina Larcher/PMC
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