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Equipe da Sepedi participa de bate-papo sobre machismo dentro da Campanha pelo Fim da Violência contra as Mulheres
Equipe da Sepedi participa de bate-papo sobre machismo dentro da Campanha pelo Fim da Violência contra as Mulheres
Servidores da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso (Sepedi) receberam na terça-feira (30/11) a assistente social Carmem Silva Landim e os funcionários Isabella Noima Monteoliva e Danilo Cossani, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedesc), para uma conversa com o tema “Desconstruindo o Machismo”.

#PraCegoVer: Sala de reuniões na Sepedi. Servidores públicos da Sepedi e Sedesc estão sentados e conversam (Foto: Divulgação/PMC)
A ação faz parte do calendário da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, promovida pela Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Sedesc, entre os dias 25/11 a 10/12.
A servidora Isabella Monteoliva começou a palestra pontuando as atitudes machistas ao longo dos séculos contra as mulheres desde a época em que foi cunhada a palavra histeria (do grego Hystéra, que quer dizer: útero) para se referir a mulheres alteradas emocionalmente. Na antiguidade cunhou-se esse conceito torto que era o útero errante a causa dos sintomas que se apresentavam: irritações, espasmos, convulsões, palpitações e angústias.
“Hoje para dizer que uma mulher está alterada, mal humorada, diz-se que ela está com TPM (Tensão Pré-Menstrual), outra expressão machista”, afirmou Isabella.
Entre outros pontos abordados no encontro, estão questões como “homem não chora”, “homem é superior às mulheres”, a interrupção continua dos homens em relação às mulheres em conversas, debates, se eles sobem o tom na voz são seguros, fortes e corajosos, mas se são as mulheres, elas são histéricas.
Na opinião do servidor público, Lucas de Carvalho Pinto, 32 anos, o machismo é estrutural e se mostra em pequenas atitudes como comprar brinquedo ou roupas para menino e menina. “Meninos podem brincar de bonecas e meninas de bola. Menino pode usar uma camisa rosa, por exemplo. Essas atitudes, com certeza, não influenciam a homoafetividade como muitos insistem em colocar”, declarou.
Já a colega Paula Hiromi, filha de japoneses, além de atividades ditas femininas como balé clássico, jazz e sapateado, desde cedo pratica karatê. “Ouvi muito que não é um esporte feminino. Outra coisa, como faixa preta percebo que muito meninos ou homens preferem ter aula com homens do que comigo para não terem que enfrentar uma mulher com uma graduação maior que a deles”, observou.
A assistente social Camem Landim também chamou a atenção para outro dado importante: a violência doméstica.
“O número de mulheres vítimas de violência doméstica em Caraguatatuba aumentou muito, principalmente no período da pandemia. Temos que denunciar, não podemos nos calar. Para isso temos a Delegacia da Mulher (DDM), o Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que acolhem e orientam as vítimas”, ressaltou.
O objetivo da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é mobilizar a população para essa realidade que ocorre diariamente com muitas mulheres, que na maioria das vezes desconhecem quais serviços devem procurar para interromper o ciclo de violência e como devem agir nestas situações.
A equipe do Sedesc convidou ainda, especialmente os servidores públicos do sexo masculino que trabalham na Sepedi, para participarem no dia 6 de dezembro, às 9h, na Fundacc, da Roda de Conversa “Desconstruindo o Machismo”.
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