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Fazenda Marinha da Cocanha mantém tradição da maricultura e exige atenção à qualidade sanitária dos mexilhões
Fazenda Marinha da Cocanha mantém tradição da maricultura e exige atenção à qualidade sanitária dos mexilhões
Caraguatatuba possui 17 áreas de cultivo de mexilhões, distribuídas em dois blocos no mar, em uma área de aproximadamente 40 mil metros quadrados. A atividade reúne 17 maricultores e seus familiares, que há mais de 20 anos contribuem para a produção de moluscos na Fazenda Marinha da Cocanha, referência regional na maricultura.
Além da importância econômica e cultural para a comunidade caiçara, a atividade exige cuidados com a preservação ambiental, a qualidade da água e a segurança sanitária dos alimentos destinados ao consumo humano.
As áreas de cultivo são sinalizadas conforme as normas aplicáveis da Marinha do Brasil. Por isso, embarcações e visitantes devem respeitar a delimitação dos espaços, as regras de navegação e as orientações de segurança. A circulação inadequada de embarcações motorizadas também pode provocar impactos ambientais e comprometer as estruturas de cultivo.
A avaliação da qualidade das águas costeiras envolve diferentes órgãos públicos, cada um com atribuições específicas. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) realiza o monitoramento ambiental e a avaliação da balneabilidade das praias, com critérios voltados à segurança do banho de mar. Já a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, por meio do Plano Estadual de Monitoramento de Moluscos Bivalves (PEMMOBI), coordena o controle sanitário das áreas de produção, com análises laboratoriais específicas para verificar a presença de contaminantes nos moluscos.
A diferença entre esses monitoramentos é fundamental para a orientação da população. Uma praia classificada como própria ou imprópria para banho pela Cetesb não tem, por esse resultado isolado, a condição sanitária de seus mexilhões automaticamente definida. A liberação da retirada e da comercialização dos moluscos depende dos resultados das análises específicas e das determinações das autoridades sanitárias competentes.
Os mexilhões são moluscos filtradores: retiram partículas da água para se alimentar e, nesse processo, podem acumular microrganismos e substâncias tóxicas. Quando houver alerta ou restrição sanitária, a população deve seguir as orientações oficiais e evitar a retirada, a comercialização e o consumo dos moluscos enquanto a atividade estiver suspensa.
Embora o cozimento adequado reduza riscos microbiológicos, ele não elimina as biotoxinas marinhas. Assim, ao adquirir mexilhões recém-colhidos, é indispensável checar as condições sanitárias do local de cultivo. Além disso, a venda e o consumo do produto devem sempre seguir as autorizações oficiais dos órgãos competentes.
A Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, orienta moradores, turistas, comerciantes e consumidores a acompanhar os comunicados oficiais sobre a qualidade ambiental das águas e a situação sanitária dos moluscos cultivados no município.
A preservação das áreas de cultivo, o respeito às normas de navegação e o consumo responsável contribuem para a proteção do ambiente marinho, a saúde pública e a continuidade da atividade tradicional dos maricultores da Cocanha.
Secretaria de Comunicação Social – 15/10/2026
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