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Defesa Civil participa de Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do IFSP Campus Caraguatatuba
Defesa Civil participa de Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do IFSP Campus Caraguatatuba
A Defesa Civil municipal marcou presença na programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus Caraguatatuba, na segunda-feira (20).

#PraTodosVerem O professor doutor Francisco Fabbro Neto explica ao público sobre o Programa de Cartografia Social dos riscos de desastres naturais, que está em desenvolvimento, nos bairros Casabranca e Olaria, na região norte da cidade, desde fevereiro deste ano.
Estiveram presentes o coordenador da Defesa Civil de Caraguatatuba, capitão Oduvaldo Romano e o técnico Marcos Alves Medeiros, com 13 anos e 27 anos, respectivamente de atuação na cidade.
Na oportunidade, Romano explicou aos alunos e professores sobre características do município.
“Caraguatatuba é diferente de Ubatuba e São Sebastião, porque é uma bacia. Qualquer chuva inunda a cidade. Temos 22 áreas de risco para escorregamento e 23 para alagamento. Os bairros onde há maior probabilidade de acontecer deslizamentos são Jaraguazinho, Olaria, Casa Branca, Morro do Chocolate. Nós temos cadastrados todos imóveis em área de risco, com nomes dos moradores, números de telefone e um perfil completo do local para avaliação dos riscos, caso haja necessidade de enviar alertas diretamente para essas pessoas ou enviar socorro”, disse Romano.
De acordo com o coordenador, o governo municipal tem um sistema de monitoramento, o Geopixel Monitor, que são 15 pluviômetros automáticos, instalados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em pontos estratégicos do município.
Esses pluviômetros fornecem informações imediatas para a Coordenadoria da Defesa Civil sobre a possibilidade de eventos extremos como chuvas, tempestades, acumulado de diversas horas, índice pluviométrico, entre outras, o que o órgão planeje suas ações.
Além de avisar pessoalmente as comunidades nas áreas de risco sobre a incidência de chuvas, o governo municipal conta com o serviço do Canal de Atendimento 156, com mais de 100 mil cadastrados. Quando há previsão de chuvas torrenciais, uma mensagem é enviada em forma de “Push” – mensagem curta que aparece no celular, como uma notificação ou alerta de aplicativo.
Romano acrescentou ainda que Caraguatatuba está em fase de conclusão do Plano de Contingência, que terá a última audiência pública na quinta-feira (23).
O professor doutor Francisco Fabbro Neto e os alunos do curso de Engenharia, Eduardo Reinaldo Gouveia Seles e Patrícia dos Santos explicaram ao público sobre o Programa de Cartografia Social dos riscos de desastres naturais, que está em desenvolvimento, nos bairros Casabranca e Olaria, na região norte da cidade, desde fevereiro deste ano.
Esse projeto de extensão do curso de Engenharia do IFSP, em parceria com a Defesa Civil Municipal, iniciou uma atualização do mapeamento realizado em 2010, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, dos riscos de desastres naturais para os moradores dessas comunidades. No dia 14 deste mês, os alunos envolvidos fizeram o primeiro levantamento em campo, nestes bairros.
Mais duas outras visitas em campo, ao menos, serão realizadas este ano pelos alunos. Eles se dividem em três grupos: um para entrevistas com moradores; outro para verificação do relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo sobre as áreas de risco de Caraguatatuba; e, o terceiro, para o mapeamento da região (sarjeta, vegetação, iluminação pública, boca de lobo, etc..). Os estudantes se revezam nas tarefas nos grupos.
O objetivo desse projeto de extensão é atualizar o mapeamento social; conhecer a percepção dos moradores sobre os riscos de desastres presentes no seu território; propor medidas estruturantes e não estruturantes para os riscos mapeados, em conjunto com os moradores locais, agentes da defesa civil municipal, professores e alunos do curso de Engenharia do IFSP; revisar e ajustar os mapas e as medidas propostas, em conjunto com os moradores das comunidades e demais órgãos competentes; e entregar impressos o mapeamento e respectivos pré-projetos de medidas estruturantes e não estruturantes para as comunidades mapeadas e defesa civil municipal.
Também se apresentaram no primeiro dia da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do IFSP o técnico da Defesa Civil de São Sebastião, Waguinho Barroso, e o geógrafo, Pedro Leal, do Instituto de Pesquisas Ambientais do Estado de São Paulo (IPA).
Barroso falou sobre a experiência da equipe, durante a tragédia provocada pelas fortes chuvas em 2023, principalmente, Vila Sahy. E como a Defesa Civil de São Sebastião se estruturou para atender a população nos períodos chuvosos e a importância dos núcleos comunitários de defesa civil, uma parceria com os moradores das áreas de risco.
Já Leal falou sobre a experiência implantada em Ubatuba, com as escolas municipais, Projeto Escolas Seguras, o Plano de Contingência Escolar, a parceria estabelecida com a comunidade escolar na prevenção de tragédias provocadas por fortes chuvas (deslizamentos e alagamentos). Esse mesmo projeto também foi iniciado em São Sebastião, com as escolas municipais e a comunidade escolar. “Poder público e comunidade tem que estar envolvidos na prevenção no monitoramento das áreas de risco e na gestão compartilhada de dados e ações”, afirmou.
Fotos: J.C Curtis Alemão/PMC
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