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Cerimônia de hasteamento dos pavilhões celebra 203 anos da Independência do Brasil em Caraguatatuba
Cerimônia de hasteamento dos pavilhões celebra 203 anos da Independência do Brasil em Caraguatatuba
A cerimônia cívica de hasteamento dos pavilhões do Brasil, Estado de São Paulo e do Município em comemoração ao 203º aniversário da Proclamação da Independência (1822 – 2025) será realizada neste domingo (7), às 7h30, na Secretaria de Turismo, no Centro. Haverá a execução dos Hinos Nacional, de Caraguatatuba e da Independência.

#PraTodosVerem: Subcomandante do 20º Batalhão de Policiamento do Interior (20º BPMI/1), major PM Fernando de Assis; prefeito Mateus Silva; e o presidente da Câmara de Caraguatatuba, Antônio Carlos, cercados por dois alunos da Guarda Mirim, durante o hasteamento dos pavilhões no aniversário de 168 anos de emancipação político-administrativa em 20 de abril (Foto: Gianni D’Angelo/PMC)
O evento deve reunir autoridades civis, militares, representantes da sociedade civil organizada e do público em geral. A Secretaria de Turismo fica na Avenida Dr. Arthur Costa Filho (Avenida da Praia), 25 – Centro.
1822
Em seu livro 1822 (Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo pra dar errado), o escritor Laurentino Gomes, relata que no dia 9 de dezembro de 1821, o navio Infante Dom Sebastião atracou no Rio de Janeiro, com o anúncio do fechamento das repartições governamentais no Brasil e determinou o embarque imediato de Dom Pedro I para Lisboa. Manifestos e abaixo-assinados de São Paulo, Minas Gerais e na própria capital (Rio de Janeiro) pediam a sua permanência.
Em 9 de janeiro de 1822, o então príncipe regente anunciou que não retornaria a Lisboa e a data foi denominada como “Dia do Fico”. De acordo com o escritor, ao receber o documento das mãos do presidente do senado da Câmara, José Clemente Pereira, Dom Pedro anunciou a decisão de permanecer no Brasil, ao contrário das ordens das Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa (1821-1822).
O clima entre a classe política do Brasil e as Cortes Portuguesas acirrou ao longo de 1822. No dia 28 de agosto, o navio Três Corações chegou ao porto do Rio de Janeiro com decretos nos quais as cortes constituintes portuguesas reduziam os poderes do príncipe regente do Brasil.
De acordo com o Gomes (2010), a correspondência entregue pelos dois mensageiros a Dom Pedro na colina do Ipiranga refletia esse momento máximo de confronto entre Brasil e Portugal.
“Uma carta da princesa Leopoldina recomendava ao marido prudência e que ouvisse com atenção os conselhos de José Bonifácio. A mensagem do ministro dizia que informações vindas de Lisboa davam conta do embarque de 7.100 soldados que, somados aos seiscentos que já tinham chegado à Bahia, tentariam atacar o Rio de Janeiro e esmagar os partidários da Independência. Diante disso, Bonifácio afirmava que só haveria dois caminhos para D. Pedro. O primeiro seria partir imediatamente para Portugal e lá ficar prisioneiro das cortes, condição na qual já se encontrava seu pai, D. João. O segundo era ficar e proclamar a Independência do Brasil, ‘fazendo-se seu imperador ou rei’” descreveu o escritor.
No dia 7 de setembro de 1822, ao tomar conhecimento desses fatos e disposto a não se tornar refém de Lisboa, D. Pedro I proferiu essas palavras às margens do Rio Ipiranga. “As cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Pois verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal.”
Grito do Ipiranga – Do Coração da Paraíba para o Mundo
Você sabia que a cena da Independência do Brasil, aquela que está nos livros de escola e na memória de todos nós, foi pintada por um nordestino da Paraíba? Pedro Américo nasceu em Areia, em 1.843. Ainda criança mostrou um talento raro para o desenho e esse dom o levou da simplicidade do Sertão para os grandes centros da Europa.
Com apoio do imperador Dom Pedro II, estudou em Paris e na Sorbonne, tornou-se um dos maiores artistas de seu tempo. Quando voltou ao Brasil, já não era mais o menino pobre, era um mestre Pedro Américo, pintor, professor, escritor, político, um verdadeiro homem de múltiplos saberes.
Essas obras não eram simples quadros, eram monumentos em telas. Na Independência ou Morte, eternizou o momento fundador da nossa nação.
Inspirado pelo classicismo europeu, deu ao Brasil uma imagem digna das grandes epopeias da humanidade. Seus personagens pareciam heróis gregos porque Pedro Américo acreditava que a história brasileira merecia ser pintada com a mesma grandeza da Antiguidade.
Hino da Independência
O Hino da Independência do Brasil é uma canção criada em homenagem e apoio à independência brasileira, conquistada em 7 de setembro de 1822.
A letra do hino foi extraída do poema “Hino Constitucional Brasiliense” de autoria de Evaristo da Veiga, escrito em agosto de 1822.
Dois anos depois, a letra recebeu nova melodia, composta pelo próprio Dom Pedro I, Imperador do Brasil à época, que teve uma formação musical esmerada durante sua juventude.
Em 1831, a canção perdeu a popularidade, principalmente porque o reinado de Dom Pedro I foi extremamente impopular.
A Proclamação da República em 1889, só reforçou o esquecimento desta canção. Seu resgate ocorreu na década de 1930, durante o Governo Getúlio Vargas, por obra do ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema. Oficializou-se a melodia de Dom Pedro I como a original para canção.
Fontes: GOMES, L. 1822 Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo pra dar errado. 1. ed. Rio de Janeiro. Nova Fronteira Participações S.A., 2010
Loiola, Marina – historiadora e jornalista, administradora da página Tempo e Cultura no Instagram.
Secretaria de Comunicação Social – 5/9/2025
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