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Alunos do Projeto Clima conhecem acervo do Arquivo Público de Caraguatatuba
Alunos do Projeto Clima conhecem acervo do Arquivo Público de Caraguatatuba

#PraCegoVer: Sala onde 12 alunos entre meninos e meninas estão sentados em cadeiras com encosto e assento em plástico preto. À frente a historiadora Denis Lemes gesticula, Ao fundo uma TV de Led embutida na parede está ligada. Na diagonal à direita ao fundo da sala, uma mulher observa atrás de um balcão e atrás dela há uma estande de ferro grande com várias pastas azuis com etiquetas brancas e vários livros dispostos. (Foto: JC Curtis/PMC)
Alunos do 8º e do 9º anos e ex-alunos da EMEF Prof. Antonio de Freitas Avelar, no bairro Estrela D’Alva, que fazem parte do Projeto Ciranda de Literatura, Imagem e Meio Ambiente ou Projeto Clima, estiveram no Arquivo Público Arino Sant’Ana de Barros, no Centro, para conhecerem a documentação disponível sobre o Camaroeiro, foco de uma pesquisa para a montagem de um documentário e um artigo científico.
O projeto Clima é desenvolvido há três anos pelos professores de História e Geografia, José de Barros Pinto Filho e Emerson Reis de Oliveira, e tem o objetivo de promover a intersecção da Literatura, Imagem e Meio Ambiente por meio de práticas pedagógicas e novas vivências, que proporcionem conhecimentos teóricos e empíricos sobre o município de Caraguatatuba.
Durante a visita, a historiadora Denise Lemes, responsável pelo arquivo há 14 anos, mostrou vídeos, livros, documentos e o laboratório de limpeza de papéis e fotos. Como também o projeto Recontando Caraguá, onde pessoas gravam depoimentos sobre “causos e lendas” da cidade e assuntos que contam a história do município.
Os alunos também entrevistaram os irmãos Roaldo e Rodoaldo Fachini. A entrevista foi filmada para o arquivo. Roaldo, 74 anos, foi professor em várias escolas públicas das quatro cidades do Litoral Norte – Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba. Rodoaldo ou Dadinho, 75 anos, foi vereador no município e é funcionário público aposentado. Ambos relembraram como era a paisagem do Camaroeiro na década de 50, onde eram frequentadores na infância.

#PraCegoVer: Os professores José de Barros Pinto Filho, Emerson Reis de Oliveira, historiadora Denise Lemes e os irmãos Roaldo e Rodoaldo Fachini posam para foto em uma sala da Biblioteca Municipal com 25 alunos. No primeiro plano, o professor José ao lado de um aluno está abaixado, de também na mesma linha sentados no chão de tábua de madeira corrida, um aluno e outra aluna. Logo atrás, os dois irmãos e a historiadora. Os outros estão em pé. Ao fundo aparece um painel com pintura abstrata na parede com motivos caiçaras: peixes, rostos de pessoas, mar, livros, em tons de azul, verde, amarelo e rosa. (Foto: JC Curtis/PMC)
“Dali, os pescadores saíam para pescar em canoas com velas, confeccionadas em algodão, e estas eram molhadas para ficarem mais pesadas e, assim, facilitar a saída da praia em direção ao mar, aproveitando o vento. Onde é atualmente a creche do Ipiranga (CEI/EMEI Messias Mendes de Souza) funcionou o matadouro da cidade. Também havia uma pedreira de onde foram tiradas as pedras que demarcaram toda orla da praia onde hoje estão as muretas com mármores”, contou Rodoaldo.
O irmão acrescentou ainda que na praia formavam-se piscinas onde havia muitos camarões, daí o nome do local. “Como na época não havia geladeira, os camarões eram secos e salgados para venda”, recordou.
A aluna Larissa de Sena, 14 anos, disse que já havia escutado vários relatos dos avós e dos pais sobre Caraguatatuba e que gostou muito das informações repassadas pelos dois irmãos. “Muito legal conhecer o professor dos meus professores e saber que aqui, no arquivo, temos muito material audiovisual disponível para nossas pesquisas. A História é muito interessante e tenho vontade de ser professora dessa matéria, no futuro“, afirmou.
O colega Cauã Carvalho, 15 anos, é mineiro de Pouso Alegre (MG) e reside em Caraguatatuba há apenas três anos. “Acho importante aprender sobre a história da cidade onde moro. Hoje foi uma verdadeira aula escutar pessoas mais velhas e vividas que estão, aqui, há anos”, avaliou.
De acordo com o professor José Filho, o resgate da memória de dados socioambientais, da coleta de imagens fotográficas ou cinematográficas, bem como das inspirações em escritas poéticas são parte da metodologia proposta pelo Projeto Clima. “A intenção do curta-metragem documental e da publicação de um artigo científico é constituir uma síntese artística de todo o processo de ensino e aprendizagem”, explicou.
Vale destacar que o Projeto Clima inclusive contribuiu para a pontuação do município para obtenção do selo Município Verde Azul (MVA) da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, uma vez que suas ações de Educomunicação na área de Educação Ambiental – que é uma das 10 diretivas do projeto MVA – foram consideradas na somatória final, o mesmo pode acontecer para o ano de 2018 com a realização das ações propostas neste projeto.
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