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Setembro Azul: Sepedi, Escola Bilíngue e IFSP Caraguatatuba promovem Roda de Conversa “Dialogando com Surdos”
Setembro Azul: Sepedi, Escola Bilíngue e IFSP Caraguatatuba promovem Roda de Conversa “Dialogando com Surdos”
Para marcar o “Setembro Azul” e o Dia Nacional dos Surdos, comemorado nesta segunda-feira (26), profissionais da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso (Sepedi) e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP – Campus Caraguatatuba) promoveram uma Roda de Conversa “Dialogando com Surdos”.
O evento reuniu a coordenadora do Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais do IFSP (Napne), Ticiana Couto Roquejani; a secretária do Napne e técnica em Assuntos Educacionais, Mariângela de Lara Moraes Daibert; professores, servidores e alunos dos cursos técnicos em Informática Integrado ao Ensino Médio, Meio Ambiente, Administração e Informática para Internet no auditório do IFSP.
No palco, compondo a mesa de trabalhos, os surdos Lucas Henrique Gomes Soares, 29 anos, Miguel Ehiki Walesko Kuada, 4 anos, e sua mãe Margareth Emiko Martinez Kuada; Eduardo Capponero, 28 anos, a professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental e Educação Bilíngue para Surdos do Litoral Norte, Professor Ricardo Luques Sammarco Serra, Thais Marcela de Melo Monteiro e a professora de Atendimento Educacional Especializado(AEE) Libras/Português, Marcia Aires Amaral Stasiak.

#PraTodosVerem Imagem do auditório do IFSP – Campus Caraguatatuba. O surdo está no palco e, por de Libras, conta um pouco da sua história. Próxima está a intérprete de Libras, Thaísa Helena Vida Leal, que faz a tradução para os ouvintes na plateia (Foto: Cláudio Gomes/PMC)
A mediação com o público ficou a cargo da fonoaudióloga do setor de Planejamento e Atendimento da Sepedi, Paula Hiromi Kavadi, e dos intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), Thaisa Helena Vida Leal, do Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência e ao Idoso (Ciapi), e Danilo Monteiro da Silva, do IFSP.
O evento iniciou com a apresentação de símbolos relativos à surdez como: intérprete de Libras, Open Caption, Closed Caption, acessibilidade para surdos, além de informar à plateia sobre aplicativos gratuitos que podem auxiliar na comunicação com surdos: hand talk e Icom (Central de Atendimento Libras/Português).
Em seguida, os participantes puderam conhecer um pouco sobre o trabalho desenvolvido pela escola Professor Ricardo Luques Sammarco Serra, localizada na Praia das Palmeiras, por meio das professoras Marcia Aires Amaral Stasiak e Thais Marcela Melo Monteiro, que é surda.
Também sobre o projeto Hortas Educativas nas escolas municipais, com Mayara Peixoto, do setor de Projetos da Secretaria de Educação, que tem como objetivo promover a inclusão dos estudantes no processo de aprendizagem e a sensibilização sobre a importância da alimentação saudável. O projeto em parceria com o setor de Educação Inclusiva desenvolveu um kit de placas indicativas para as hortas com recursos de comunicação acessível.
As placas contém tipografia adequada, fonte ampliada, texto em Língua Brasileira de Sinais (Libras), tecnologia QR Code com direcionamento à plataforma de vídeo com tradução em Libras, além de uma página web com informações nutricionais sobre as hortaliças cultivadas.
Logo depois, os surdos presentes se apresentaram e contaram à plateia como é o dia a dia, a convivência em sociedade, as dificuldades e as diferenças com o mundo dos ouvintes, entre outras particularidades.
Para Paula Kavadi, o objetivo do encontro foi alcançado, uma vez que foi possível oferecer um momento em que as pessoas surdas puderam compartilhar seus desafios, o que é muito diferente de um ouvinte falar, ou seja, foi dado lugar de fala a quem o pertence.
“Para os integrantes da comunidade surda presentes foi importante pelo empoderamento que foi dado a eles como protagonistas da Roda de Conversa, além da possibilidade de interação enriquecedora com os ouvintes que participaram do bate-papo”, avaliou.
A aluna e monitora do Napne, Gabrielly Araújo Bernardelli Costa, disse que o encontro permitiu um entendimento melhor das pessoas surdas. “Ficamos felizes em receber pessoas com necessidades educacionais específicas para ouvi-las e aprender métodos para melhor nos relacionarmos convivência com as pessoas com deficiência. Entender como elas se sentem e como podemos ajudá-las a se integrar no ambiente escolar”, ressaltou.
Já o professor e coordenador do curso de Matemática do IFSP, Ronaldo Rodrigues Chaves, parabenizou os organizadores pela iniciativa. “Temos poucos alunos surdos e ainda não tive a oportunidade de trabalhar com alunos surdos. Mas essa conscientização é muito importante. Foi bastante emocionante presenciar os depoimentos dos surdos. Aprender um pouco sobre as diferenças do Português para a Libras, que não conhecia. Parabenizo os organizadores do evento e também a Prefeitura pela implantação da escola bilíngue”, declarou.
“Setembro Azul” – Dia Nacional dos Surdos
Dia 26 de setembro é comemorado o Dia Nacional dos Surdos. A data foi oficializada pelo decreto Lei nº 11.796/ 2008, para promover a inclusão social de pessoas com deficiência auditiva.
Este dia foi escolhido em homenagem à inauguração do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), no Rio de Janeiro, primeira escola para surdos no Brasil.
O “Setembro Azul” tem por objetivo manter viva a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a Cultura Surda, além da busca incessante pelo direito à educação de qualidade para a comunidade surda.
A escolha do azul foi para ressignificar uma passagem trágica da história da humanidade. Para identificar as pessoas com alguma deficiência, os nazistas amarravam faixas azuis em seus braços.
Dessa forma, a comunidade surda escolheu o azul turquesa para representar e mostrar a superação e luta por trás do ser surdo e manter viva a memória daqueles que sofreram consequências desumanas apenas por existirem.
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