O prefeito de Caraguatatuba, Aguilar Junior, se reuniu na manhã desta quarta-feira (22/11) com representantes de Ongs que tratam da proteção de animais do município.

Participaram do encontro Lígia Moammar, da Ong Anjo de Patas; Márcia Danese, da Cia das Patas; além do secretário de Saúde, Amauri Toledo; e a equipe técnica do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Entre os assuntos em pauta estavam os avanços em relação ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), assinado em 2011 e que estabelece os deveres da administração em relação ao bem estar animal.

Pelo documento, a Prefeitura necessitaria realizar pelo menos 1,8 mil castrações de animais por ano. Em 2017, foram realizados 2,4 mil encaminhamentos, superando em 600 procedimentos.

Recolhimento de animais

Outro ponto abordado no encontro foi o fato de que, pelo TAC, a Prefeitura não pode recolher indiscriminadamente animais abandonados e nem superlotar o Centro de Controle de Zoonoses.

Prefeitura se reúne com Ongs para tratar de ações no atendimento e proteção aos animais

Fotos: Lucas Camargo/PMC

Para tentar atenuar o problema, a Prefeitura determinou que os casos de animais sem dono, em situação de urgência/emergência ou de risco a saúde pública, serão encaminhados para tratamento em clínicas conveniadas. A medida vale a pena para os animais apreendidos.

Aguilar Junior anunciou ainda a construção, para o início do ano, do novo Canil Municipal. O local será adequado a todas as legislações exigentes e visa o bem estar animal.

“São pontos importantes que precisamos debater com os técnicos e com as Ongs que participaram da confecção do TAC na Justiça. Passo a passo, vamos implementando ações para estabelecer políticas de atendimento aos animais”, explica o prefeito Aguilar Junior.

 

Moradores de rua

Na reunião, os técnicos e o prefeito também debateram a questão dos moradores de rua na cidade.

A Prefeitura de Caraguatatuba realiza atualmente a campanha “Não dê esmola, dê futuro”, porém nas abordagens feitas pela equipe de assistentes sociais, muitas pessoas que vivem nesta situação não querem o atendimento oferecido pela Casa Transitória Caminho da Luz por conta de não poder levar os animais de estimação.

Ficou acordado que a equipe técnica do CCZ e as Ongs farão um trabalho de conscientização junto aos moradores de rua para que os animais sejam chipados e castrados.

Além disso, a administração vai estabelecer na parceria, que o local de abrigo de moradores de rua tenha baias para que os animais sejam também acolhidos e supervisionados periodicamente pelos técnicos do CCZ.